Arquivo do autor:Gustavo Amora

Inep ameaça entrar em greve

Retirado do Correio Braziliense:

Luiza Seixas

Publicação: 30/03/2010 08:49

A forma de pressão que os servidores do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) encontraram para fazer valer suas reivindicações foi mirar o calcanhar de aquiles do próprio órgão e – de certa forma – do Ministério da Educação: os problemas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Caso não consigam negociar em reunião amanhã com o Ministério do Planejamento uma forma de reestruturar a carreira, os funcionários sinalizam com uma greve ainda esta semana. “A gente já está no processo de capacitação dos elaboradores das questões do Enem. Então, se não conseguirmos negociar, vamos parar tudo. Os milhões de brasileiros poderão ter novamente problemas com o Enem, semelhantes aos que aconteceram com o vazamento de 2009”, explicitou, com todas as letras, Maria Vilar, representante da Comissão Permanente de Servidores do Inep. “As pesquisas e avaliações realizadas por nós são indispensáveis para garantir educação de qualidade a todos. Mas isso tudo vem sendo realizado com um quadro de servidores extremante reduzido”, completou.

Desde maio do ano passado, os servidores realizam reuniões com o ministério para debater um melhor plano de carreira. De acordo com a presidente da Associação dos Servidores do Inep, Jovina da Costa, comparado com os planos de qualquer outro órgão de pesquisa, o do Inep apresenta os menores salários, tem as mais baixas gratificações e retribuições por titulação e é o mais longo. “Nós temos um plano com 24 padrões, em que esperamos 30 anos para chegar ao topo da carreira, enquanto outras carreiras conseguem alcançar o último degrau com 15 anos. Além disso, é importante realizar uma mudança na tabela salarial. As pessoas que entram hoje ganham muito mais do que aquelas que estão há anos. Isso não é justo. Ou igualamos ou mudamos essa forma”, explicou.

Jovina disse ainda que o ministério “vem empurrando com a barriga a negociação” e, por isso, o instituto está perdendo servidores. “Cerca de 40% do nomeados no último concurso já saíram ou nem quiseram tomar posse, pois não têm uma segurança ou atrativo para continuar”, completou.

O erro no plano de carreira foi reconhecido pelo secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva. Ele afirma que uma carreira com 24 posições, sendo que a maioria possui 20, é injusta. Mas explica que reduzir esse número, da forma como está sendo proposto pelos servidores, é impossível. “Eles estavam defendendo 12 posições e depois apresentaram uma contraproposta com 15. Mas não temos como aceitar fazer uma carreira em que o topo dela são 15 anos de serviço.” E concluiu: “Tem que ter um meio-termo”.

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Equipe do Inep para maratona de Brasília

O servidor Robert Lassance da DAEB está organizando uma equipe para participar da Maratona de Brasília. A equipe precisa ter 8 integrantes, cada um deve correr 5 Km. Caso tenha interesse, escreva para robert.braga@inep.gov.br

A Maratona ocorrerá dia 21 de abril na Esplanada dos Ministérios. As inscrições vão até o dia 12 de abril no valor de R$ 30,00 por pessoa.

Mais informações em:

http://www.maratonabrasiliadereveza.com.br/home/index.php

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Sobre a Conferência Nacional de Educação Básica – CONAE

Sobre a Conferência Nacional de Educação Básica – CONAE

O credenciamento da CONAE vai começar no dia 28/03/10 a partir das 8:30. As pessoas vão chegando ao longo do dia e a abertura será à noite, a partir das 18:00. A idéia é que a gente se reúna lá às 16:00 para entregar panfletos e abrir nossa faixa. Os professores da UnB vão se concentrar no Mane Garrincha às 16:00, podemos nos juntar a eles.

Resumo: vamos nos encontrar as 16:00 em frente ao Centro de Convenções. (ele fica no eixo monumental, na altura do Mane Garrincha.

Enquête: O que vai parar de funcionar no Inep caso haja uma greve?

Conversem com seus colegas sobre o que uma possível greve poderia impactar nas atividades do Inep e escrevam para blogdoinep@gmail.com

A gente vai sistematizar todas as mensagens em um documento só.

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Greve Iminente


Depois do governo frustrar as expectativas dos servidores da Educação, a greve apontou no horizonte do Inep e FNDE, assim como já se iniciou na Universidade de Brasília. Uma greve que pode suspender o calendário do Enem, entre outras ações, e impactar a vida de milhões de brasileiros. Está é a única alternativa que resta quando o braço neoliberal do governo (leia-se: equipe econômica) adota uma postura radical de recusa ao diálogo com os servidores da educação e em contradição com os princípios que o próprio MPOG estipulou. Assim, o MPOG é o responsável pelo esvaziamento da mesa de negociações.

Hoje teremos uma reunião extraordinária com os servidores para discutir uma proposta de ação emergencial. Vale lembrar que o governo precisa enviar a proposta até o dia 31/03/10.

Novo fundo de tela do Inep

Salvem este novo fundo de tela com o tema da #greve no #inep. É simples, basta abrir a imagem, clicar com o botão direito do mouse e escolher a opção “definir como pano de fundo da área de trabalho”

Há uma versão em maior resolução na pasta da rede “troca” o nome do arquivo é Inep_em_Greve_Fundo_de_Tela.jpg

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REUNIÃO DO CIBEC COM O PRESIDENTE DO INEP

O Presidente do Inep, Joaquim Soares Neto, visitou o Centro de Informação e Biblioteca em Educação – CIBEC no dia 02 de março de 2010.

Presidente do Inep ao centro de azul e os servidores do CIBEC

Presidente do Inep ao centro de azul e os servidores do CIBEC

Após conhecer o setor de obras raras e assistir à apresentação dos produtos e serviços e do planejamento de atividades do CIBEC, para o ano em curso, com destaque para a implantação do Projeto BBE (Bibliografia Brasileira de Educação), feito pela equipe de servidores do setor, o Presidente falou do momento atual em que o Inep se encontra e dos desafios que pretende solucionar.

Segundo ele, como a presidência do órgão tem a função específica de tomar decisões, o CIBEC deixa de estar ligado à Chefia de Gabinete do Presidente e volta a fazer parte da Diretoria de Tecnologia e Tratamento da Informação Educacional (DTDIE), o que facilitará o trâmite e o fluxo das questões do setor de forma mais ágil e eficaz.

Neto discorreu, ainda, sobre a importância das bibliotecas e dos centros de informação nas instituições modernas e, especialmente, nos órgãos da administração pública, uma vez que é símbolo da memória e da organização das instituições.  Assim, completou ele, o Inep, como uma das mais antigas instituições dedicadas à educação no país, precisa preservar e valorizar o seu patrimônio histórico e cultural, simbolizado principalmente pela sua biblioteca.

Para tanto, o presidente, que se mostrou bem impressionado com o trabalho e o potencial de realização dos servidores, prometeu apoio e recursos para que o CIBEC desenvolva seus projetos e possa consolidar um trabalho integrado com os demais setores do Inep.

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Restrição mínima, segurança máxima

Reunião na Presidência decide os caminhos para regulamentação do espaço virtual no INEP

Ontem tivemos uma importante e decisiva reunião com o Presidente do INEP e a equipe responsável pela informática. Ficamos muito satisfeitos tanto com os resultados da reunião quanto pela disponibilidade para diálogo dos responsáveis pela informática Bruno Coura (Diretor de Informática) e Fernando Etchepare (servidor do concurso de 2007 que trabalha na área de informática). Saímos da reunião com novidades e apresentamos propostas importantes que poderão ser transformadas em realidade em breve.

O Presidente do INEP, Joaquim Neto, inicialmente demonstrou toda a preocupação da direção da Autarquia no que diz respeito à segurança da informação. Neste aspecto, ele se referiu ao INEP como sendo um órgão de segurança máxima, já que guarda dados referentes às avaliações de todo o país e que esta é a prioridade número um. Por outro lado, nós apresentamos todo o nosso desconforto com a ausência de critérios para a o uso da Internet e com a falta de diálogo entre a equipe técnica que administra a Rede e os servidores. Buscamos em nossa fala desconstruir o falso dilema que coloca segurança em contraponto à transparência e acesso à informação, mostrando que isto é uma visão burocratizada que precisa ser superada por aqueles que imaginam uma realidade de trabalho colaborativo e em rede para a administração pública. Também cobramos uma explicação sobre o incidente do bloqueio do nosso blog e do Twitter no dia do nosso Flash Mob Virtual 222.

A verdade é que houve por parte do Presidente e da equipe de informática uma grande disposição ao diálogo e abertura para ouvir nossas propostas sobre a importância das ferramentas de comunicação para o trabalho de cada um dos servidores. Além disso, a equipe de informática explicou tudo o que ocorreu no dia do bloqueio utilizando argumentos técnicos de maneira inteligível. Isto nos deixou confortáveis para continuar acreditando no apoio tanto da direção do órgão quanto da equipe de informática sobre nossa mobilização.

Sobre o bloqueio do blog do Inep e Twitter pouco antes da nossa mobilização virtual, o Bruno afirmou que foi um problema do cabo da Rede Nacional de Pesquisa (há uma nota no Inepnet sobre o fato)

(http://inepnet/index.php?option=com_content&view=article&id=196:problema-tecnico-impede-acesso-a-sites-&catid=1:noticias&Itemid=5)

O encontro também foi uma oportunidade para compreendermos o processo de bloqueio de websites e ferramentas da Internet. Na verdade, a equipe técnica não faz um julgamento prévio sobre o mérito ou conteúdo dos websites e ferramentas, exceto sobre os conteúdos tradicionalmente bloqueados (pornografia, por exemplo). O que ocorre é que alguns sites e ferramentas abrem brechas na segurança da rede e, diante disso, cada caso precisa ser analisado separadamente, antes do desbloqueio.

Este foi um momento de descontração da reunião, porque perguntamos ao diretor da informática se ele já havia se deparado com uma situação em que no meio de uma pesquisa ele tentou acessar um website bloqueado. Ele disse que sim, e que não teve paciência para enviar um e-mail para a gerência de rede. Todos caíram na risada, provando que este modelo não está de acordo com o tempo da Internet.

Propostas Concretas

– A principal proposta apresentada pela equipe de informática foi a de criar um comitê de gestão e regulamentação do espaço virtual do INEP. Este comitê terá participação democrática de representantes de todas as diretorias e caberá a ele definir os critérios para utilização destes recursos.

– A equipe técnica está analisando a possibilidade de implantar um sistema de telefonia pela Internet (VOIP) e liberar o acesso a ferramentas de comunicação como o Skype.

– Nós apresentamos uma proposta de criação de zonas livres em todos os andares. O fato é que a segurança de rede não permite a liberação imediata de todas as ferramentas que nós julgamos importantes, e os pesquisadores do INEP costumeiramente se deparam com situações onde são impedidos de concluírem suas atividades em função destas proibições. Diante disso, nossa proposta é que máquinas desconectadas da rede e com acesso livre sejam disponibilizadas em todos os andares, para acesso público.

– Cobramos também a equipe de informática uma postura mais didática, transparente e aberta ao diálogo com todos os servidores e empregados do órgão. Principalmente, no modo como respondem as demandas abertas pela Internet.

Nova proposta de discussão

O professor Neto também apresentou uma proposta muito oportuna, que ultrapassa o tema da reunião e interessa aos pesquisadores do órgão. A idéia é criar um grupo para discutir a política de pesquisa dentro do INEP, ou seja, quais são as regras que definem o pertencimento do conhecimento que é produzido dentro do órgão. Ele é propriedade do pesquisador, do INEP ou da sociedade? Quais são as regras? Quais são os casos? Como garantir para a sociedade o mesmo acesso privilegiado que temos aos dados sobre a educação brasileira?

As respostas para uma série de perguntas como essas ainda estão em aberto e precisamos nos reunir para discutir o tema. Fica a sugestão, vamos aguardar os próximos passos.

Data da reunião: 03/03/10

Presentes:

Joaquim Soares Neto (Presidente do INEP)

Bruno Coura (Diretor da informática)

Fernando Etchepare (Informática)

Gustavo Amora (DAEB)

Estevon Nagumo (DAEB)

Fabio Bravin (DEED)

Jovina Gama (Assinep)

Críticas, dúvidas ou informações?

Escreva para blogdoinep@gmail.com

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O ato de ler em foco

Este post inaugura em grande estilo mais uma faceta do nosso blog, as resenhas. Quem quiser escrever uma resenha basta enviar para blogdoinep@gmail.com

O ato de ler em foco

Joana Darc Ribeiro (Daeb/Inep)

<joana.ribeiro@inep.gov.br>


“Lemos para fazer perguntas”, “Pode-se transformar um lugar ao ler nele”, “Ler na cama abre e fecha o mundo ao nosso redor”, “Todo leitor inventa leituras” são algumas das afirmações sobre o ato de ler que guiam o leitor de Uma história da leitura, de Alberto Manguel, livro publicado no Brasil em 1997 pela Companhia das Letras, com tradução de Pedro Maia Soares.  Em 403 páginas, que misturam narração, história e reflexão, o ensaísta argentino, naturalizado cidadão canadense, apresenta uma vasta galeria de leitores anônimos e ilustres, escritores e personagens leitores; e várias cenas de leitura em que se representam os atos de ler, os espaços públicos e privados da leitura, as funções e os efeitos da leitura sobre o indivíduo e a sociedade. Essas representações não se restringem ao universo da palavra, como nos romances, diários e cartas, mas também se imortalizam nas imagens, como na pintura e na fotografia.

A primeira frase seria emblemática da concepção de leitura que encontra eco em Franz Kafka, o qual não apenas define o ato de ler e sua função como incessante busca de respostas, mas também escreve motivado por essa busca. O significado da frase serviria igualmente para “definir” o leitor dos textos kafkianos. Ao lermos Metamorfose, O Processo, O Castelo, A muralha da China ou Cartas ao meu pai, são com perguntas, normalmente sem respostas, que nos deparamos e nos inquietamos diante das banais e, ao mesmo tempo, insólitas situações vividas pelos seus personagens. Nesse sentido, o ato de ler como pergunta aponta para uma relação do leitor com o texto não como mero passatempo ou como apaziguadora das dores e frustrações humanas. Ao contrário, a leitura que suscita perguntas à medida que se avança no universo criado com palavras, como o de Kafka, provocaria constante inquietação, conforme acreditava o escritor tcheco: “No final das contas, penso que devemos ler somente livros que nos mordam e piquem. Se o livro que estamos lendo não nos sacode e acorda como um golpe no crânio, por que darmos ao trabalho de lê-lo? Para que nos faça feliz […]? Um livro tem de ser um machado para o mar gelado de dentro de nós. É nisso que acredito”.

A segunda e a terceira frases são contextualizadas no capítulo “Leitura na intimidade”. Nele Manguel traça alguns itinerários de leitores e a relação do ato de ler com os espaços da intimidade, como o quarto. Entre esses leitores, incluem-se o próprio ensaísta e Marcel Proust. Aqui, embora não se deixe de ler para fazer perguntas, como defendia Kafka, pode-se ler para ser feliz, para transformar ou fugir do lugar onde se vive temporária ou permanentemente.

A experiência de superar a realidade adversa ou minimizar o sofrimento durante a convalescença – como nas crises de asma do autor de Em busca do tempo perdido – e de instituir o espaço da privacidade por meio da leitura é característica desses leitores e espelha uma condição própria da experiência moderna, tão bem descrita por Walter Benjamim em “O narrador”. Na perspectiva do ensaísta alemão, a experiência na modernidade deixa de se constituir por meio da tradição oral e passa a ser mediada pelos livros. A leitura de romances, gênero que, entre outros aspectos, explora a representação da vida privada, seria uma das principais leituras a estabelecer a referida mediação.

Em Uma história da leitura, um dos “depoimentos” do autor sobre sua relação com os livros aponta para essa particularidade da experiência moderna. É no espaço da intimidade que a formação do leitor Manguel se confunde com a própria vida, numa bela rememoração da maneira com que se relacionava com o mundo de dentro e de fora dos livros, lidos preferencialmente na cama:

Eu também leio na cama. Na longa sucessão de camas em que passei as noites da minha infância, em quartos de hotel estranhos onde as luzes dos carros que passavam misteriosamente o teto, em casas cujos odores e sons não me eram familiares, em chalés de verão grudentos de borrifos do mar, ou onde o ar da montanha era tão seco que colocavam uma bacia de água fervendo com eucalipto do meu lado para me ajudar a respirar, a combinação de cama e livro concedia-me uma espécie de lar ao qual eu sabia que podia voltar noite após noite, sob qualquer céu. Ninguém me chamaria e pediria para fazer isso ou aquilo; meu corpo não precisava de nada, imóvel sob os lençóis. O que acontecia, acontecia no livro, e eu era o narrador. A vida acontecia porque eu virava as páginas. Acho que não posso me lembrar de nenhuma alegria mais compreensiva do que a de chegar às últimas páginas e por o livro de lado, para  que o final ficasse pelo menos para o dia seguinte, e  mergulhar no travesseiro com a sensação e ter realmente parado o tempo.

Na passagem acima, destaca-se o poder da leitura sobre o leitor, de conceder-lhe “uma espécie de lar” e proporcionar-lhe uma “alegria compreensiva”. Estes e outros poderes, alguns não tão elevados, também podem estar no leitor. Na segunda parte de Uma história da leitura, é justamente sobre “Os poderes do leitor” que Manguel discorre. Entre eles, estão o do autoritarismo e fanatismo de leitores que “impedem outros de aprender a ler e “que  decidem o que pode ou não ser lido” – como ocorre em regimes ditatoriais – e o de inventar leituras, iluminando ou subvertendo o texto por meio da interpretação. Isso porque:

O mesmo ato que pode dar vida ao texto, extrair suas revelações, multiplicar seus significados, espelhar nele o passado, o presente  e as   possibilidades   do   futuro   pode  também   destruir  ou   tentar destruir  a  página  viva. Todo leitor inventa leituras, o que  não é a  mesma  coisa  que mentir, mas  todo leitor também pode mentir, declarando  obstinadamente que o texto  serve a  uma doutrina, a uma lei arbitrária, a uma vantagem  particular aos direitos dos donos de escravos ou à autoridade de tiranos.

Este é um dos poderes perigosos a que o leitor – que pode ler para fazer perguntas, para transformar o lugar em que vive, e para inventar leituras – está sujeito a exercer, mas que deve estar atento para não colocá-lo em prática.

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