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Repercurssão no Jornal de Brasília

Inep reforça movimento (Ponto do Servidor)

 

Data: 30/04/2010
Veículo: JORNAL DE BRASILIA – DF
Jornalista(s): FREDDY CHARLSON

Os servidores do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) intensificaram as ações no Congresso Nacional em busca de apoio dos parlamentares. Para começar o dia, o setor – que negocia o atendimento de suas reivindicações com o governo desde maio de 2009 – organizou um café da manhã comunitário na concentração da greve. Em dezembro do ano passado, o governo acordou uma agenda de reuniões como forma de evitar a greve, com início marcado para 11 de janeiro passado e término em 31 de março. As negociações foram por diversas vezes remarcadas e se arrastaram até 23 de abril passado. Já os servidores do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) fizeram assembleia e avaliaram que não é hora de ceder, pois a adesão ao movimento é considerada forte e a disposição da categoria é manter a greve até o atendimento das reivindicações.

Setores buscam apoio de ministro (Ponto do Servidor)

A Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef) garante estar preparada para apresentar ao ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, as principais demandas dos setores de sua base. Para isso a entidade preparou um levantamento que aponta as reivindicações e sinaliza os setores que estão paralisados e em processo de mobilização. A entidade espera acabar com os entraves que atrapalham o processo de negociações com o governo e buscar uma solução para todos os conflitos instalados. O trabalho não será fácil. Aliás, não está sendo fácil. Tanto é assim que representantes de servidores do MMA, Ibama, Instituto Chico Mendes, SFB, MTE, FNDE, Inep, SPU e Incra (que decidiu paralisar as atividades ontem) têm realizado trabalho no Congresso Nacional, em busca de apoio dos parlamentares para suas demandas. Foi formada uma comissão que busca abrir canais efetivos de negociação com o Ministério do Planejamento. Formam a comissão os deputados Fernando Marroni, Geraldo Magela, Paulo Rocha e Luiz Couto. Eles buscam um encontro com o ministro Paulo Bernardo que possa contar com a presença de representantes da CUT e Condsef. A reunião ainda não foi viabilizada.

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REUNIÃO DO CIBEC COM O PRESIDENTE DO INEP

O Presidente do Inep, Joaquim Soares Neto, visitou o Centro de Informação e Biblioteca em Educação – CIBEC no dia 02 de março de 2010.

Presidente do Inep ao centro de azul e os servidores do CIBEC

Presidente do Inep ao centro de azul e os servidores do CIBEC

Após conhecer o setor de obras raras e assistir à apresentação dos produtos e serviços e do planejamento de atividades do CIBEC, para o ano em curso, com destaque para a implantação do Projeto BBE (Bibliografia Brasileira de Educação), feito pela equipe de servidores do setor, o Presidente falou do momento atual em que o Inep se encontra e dos desafios que pretende solucionar.

Segundo ele, como a presidência do órgão tem a função específica de tomar decisões, o CIBEC deixa de estar ligado à Chefia de Gabinete do Presidente e volta a fazer parte da Diretoria de Tecnologia e Tratamento da Informação Educacional (DTDIE), o que facilitará o trâmite e o fluxo das questões do setor de forma mais ágil e eficaz.

Neto discorreu, ainda, sobre a importância das bibliotecas e dos centros de informação nas instituições modernas e, especialmente, nos órgãos da administração pública, uma vez que é símbolo da memória e da organização das instituições.  Assim, completou ele, o Inep, como uma das mais antigas instituições dedicadas à educação no país, precisa preservar e valorizar o seu patrimônio histórico e cultural, simbolizado principalmente pela sua biblioteca.

Para tanto, o presidente, que se mostrou bem impressionado com o trabalho e o potencial de realização dos servidores, prometeu apoio e recursos para que o CIBEC desenvolva seus projetos e possa consolidar um trabalho integrado com os demais setores do Inep.

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PiG ataca novamente

Quando o assunto é o Partido da Imprensa Golpista – PIG, Pesquisadores e Técnicos do INEP são obrigados a abandonar seus postos de pesquisa, colocar os dedos no giz e voltar para o quadro-negro.

Nesse contexto, um dos representantes mais rancorosos da corrente de extrema direita que se instalou dentro do PIG, Reinaldo Azevedo, fez uma pequena nota sobre o INEP, com direito a especulações implausíveis em sua conclusão. Reproduzimos logo abaixo, respeitando as aspas colocadas pelo autor da nota:

Funcionários do INEP reagem a pressão de Haddad e ameaçam abrir “caixa-preta” do ENEM

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010 | 5:47

Esta vem lá de alguém que conhece direitinho como funcionam as coisas no Ministério da Educação, comandado pelo ausente e trapalhão Fernando Haddad:

“A situação está tensa no INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais). O órgão, que é responsável pelas avaliações do MEC (ENEM, Enade, Censo Escolar etc), está sob pressão desde que o ministro Fernando Haddad obrigou-a transformar o ENEM em um vestibular unificado para as universidades federais. Como o ministro tem insistido em colocar a culpa pelos erros do ENEM nos servidores do instituto, a situação está insuportável. Para agravar o quadro, eles buscam a adequação do seu Plano de Carreira, já que 40% dos aprovados no último concurso saíram do órgão, e aprovaram nesta segunda, em assembléia, uma greve a partir de sexta-feira. O presidente do INEP bloqueou o blog dos servidores, e agora eles prometem abrir a caixa-preta do ENEM”.

Ok, então vamos lá, ponto a ponto, respeitando o desconhecimento prévio do interlocutor e sua indisposição ao perceber seu horizonte ser descortinado pelo conhecimento:

  1. A situação não está tensa por aqui, nós, os servidores, estamos conscientes da urgência da nossa demanda, e nunca esquecemos da importância do nosso trabalho para a educação brasileira. Sim, isso significa muito para cada um de nós. A maioria dos servidores aqui sabe que, em termos econômicos, poderia ser melhor remunerada na iniciativa privada ou em outras carreiras do serviço público. Isso talvez explique o elevado índice de evasão. Mas aqueles que aqui se encontram estão dispostos a sensibilizar o governo para que ele perceba o caráter estratégico dessa carreira, o elevado nível de formação e o profissionalismo de seu quadro e reivindicam seu direito de construir uma carreira de Estado e de serem retribuídos de forma justa por isso. O mínimo que se requer é um plano de carreira digno, com estímulo à qualificação contínua e à permanência dos servidores. O plano atual não contempla os dois primeiros fatores e tem um adicional de incoerência que é a exclusão das mulheres, que não poderão chegar ao topo da carreira, pois terão se aposentado antes.
  2. Se existe alguma divergência de entendimento dentro do órgão sobre a urgência de se reformular o plano de carreira, essa surgirá dentro da disputa política a ser feita no Congresso Nacional. Os servidores estão organizados e vão buscar sensibilizar os parlamentares e o governo sobre a necessidade de adequação do seu plano de carreira. Cabe ao governo, incluam-se os ministros da Educação e do Planejamento, decidir se a demanda é justa e oportuna. O que não está em discussão por nós servidores é o compromisso do ministro da Educação e do presidente do INEP com a educação brasileira, algo que está longe de ser uma dúvida. Se estamos conscientes do desafio que é lutar por educação de qualidade em um país imenso e desigual, também estamos conscientes de que essa luta não seria liderada por qualquer um.
  3. Não existe caixa preta do INEP. A segurança da informação é algo valioso aqui dentro, e todos amargamos fortemente a tristeza de ver a ganância e irresponsabilidade de alguns desavisados em prejudicarem o trabalho de uma equipe enorme e dedicada, sem falar no dinheiro público que foi desperdiçado. Rechaçamos conjecturas fantasiosas. Quem trabalha com educação sabe que não existem segredos nesse campo. O que existe é um esforço gigantesco para compreender a realidade da educação brasileira para que possamos subsidiar a elaboração de políticas cada vez mais eficazes. Os dados estão aí, à disposição de todos, façam bom uso e saiam do campo das conjeturas.
  4. Finalmente, apostar que os servidores do INEP estariam dispostos a chantagear o governo em busca de uma pauta corporativa é menosprezar a nossa formação educacional, ética e a nossa capacidade de mobilização. A melhor resposta para isso é a transparência. Continue acompanhando o dia-a-dia deste movimento pelo blog e tente conhecer melhor nossas práticas. Ao final, você verá que está lidando com membros de uma carreira estratégica e comprometida com o desenvolvimento do país.

 

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